domingo, 29 de setembro de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O OUTONO



O Outono chegou quase sem aviso prévio. No próprio dia do “Equinócio do meu descontentamento” estive numa praia do Oeste com uma caloraça e uma ausência de vento que raras vezes acontecem na estação estival. Dois dias depois tínhamos as primeiras chuvas.

É tempo, pois, para fazer as adaptações à nova estação – são os trapos de Outono-Inverno que voltam à ribalta, talvez pontuadas com algumas aquisições da nova colecção (cujas cores, para mal da minha bolsa, têm a minha cara…) para atenuar a neurastenia dos dias que se vão progressivamente afunilando e obrigam a recorrer à descoberta de Edison para poder rematar as tarefas diárias…

Como contraponto, temos a natureza em todo o seu esplendor de ocres e magentas, numa doçura sem igual, que induz a serenidade e convida ao recolhimento.

Regressei em força à cozinha este fim de semana, após quase dois meses de “serviços mínimos”.

Comecei nas compras – millet, millet glutinoso, amaranto, quinoa, carolo de milho, um conjunto de cereais em vários tons de amarelos, muita abóbora, lentilhas. Continuei com a pesquisa nos "meus bebés” de receitas tradicionais que pudessem ser adaptadas e já tenho um acervo razoável.

É tempo de arregaçar as mangas e fazer votos de que não me caia o céu em cima da cabeça para poder cumprir o objectivo de publicar uma receita por dia.

domingo, 4 de agosto de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (BALANÇO)

Este mês de Julho começou mal, na política e na meteorologia: a vaga de calor tirou-me a vontade, a força e a energia necessárias para investigar, testar e apenas publicar aquilo que fosse realmente novo.  A crise política deixou-me em choque, que agora assumo pós-traumático.
 
Por outro lado, como a minha vida não é isto, e tive que a manter ao nível habitual, começando pela área profissional,  não houve espaço para essa inovação, que era um dos objectivos deste desafio a que me tinha proposto e que, nesta medida, falhei.
 
Não falhei o principal objectivo - procurar receitas frescas e  apropriadas para o estio, económicas em tempo e em $$$.  Do total, cerca de 2/3 das receitas são totalmente vegetarianas. Não abundam as sobremesas, que é coisa que cá na casa se come pouco, e isto porque normalmente não há espaço para doces a seguir às nossas refeições que, sem serem copiosas, nos deixam sempre muito bem "aviados". Aliás a fruta come-se quase sempre no intervalo das refeições e ao pequeno almoço. Por isso o mês foi parco em doçaria, abstinência que vem de longe, dos tempos em que lutava contra a balança e percebi que se emagrecer é fácil, difícil é manter o peso...
 
Fica-me a grata satisfação das idas à praça ao sábado de manhã (a bem dizer, de madrugada...), em que, inebriada pelas cores e sabores de Verão, me apetecia comprar tudo (e em que comprei sempre de mais): era o manjericão a encabeçar a lista dos meus favoritos, os vermelhos vibrantes, os laranjas, os verdes em todos os seus matizes, os molhos de rabanetes e de beterrabas, alhos e cebolas em rama, muita fruta fresca e sumarenta, um sem fim de tentações tão mais saborosas e baratas  do que nos supermercados...

Fica igualmente o preenchimento saudável dos fins de tarde:  enquanto os noticiários enchiam a sala das desgraças da politiquice caseira, na cozinha ouviam-se os meus cantores favoritos para além do frigir das panelas. No início, citando FNV, assumi este desafio também como terapia anti-crise, estando longe de saber o que aí vinha. Este objectivo sinto-o plenamente cumprido - e talvez tenha sido o mais conseguido.
 
Agora, vou descansar.
 
Para já, esperam-me as emoções do início do campeonato, passada que está a pré-época; quero ver o que vai ser de Jesus, rir-me com as anedotas do costume e torcer por FCP, Mou, Villas-Boas e por todos os portugueses que, em Gaiolas Douradas ou em Cacilheiros, vão dando bom nome a Portugal.
 
Depois, férias.
 
Voltarei em Outubro, espero que com a Edição de Outono deste meu Restaurante de sonho, sob o signo das vindimas...
 
Até lá, ficam fotografias de refeições não editadas, algumas cozinhadas por mim outras pela cara metade, que muito me ajudou a cumprir os objectivos, nos dias em que, por imperativos profissionais, chegava a casa a desoras...
 




 
 
 
 


 
 
 



 
 

 
 
 
 

 
 

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (31)


31º DIA E UM MENU FESTIVO Q.B. EM QUE COM "V" SE ESCREVE VICHYSSOISE MAS TAMBÉM VINGANÇA, AS QUAIS SE SERVEM FRIAS - MUITO, MUITO FRIAS...
 
Quis encerrar estes posts temáticos com um menu mais festivo e fora do habitual.

Decidi-me por mais uma sopa fria, nunca experimentada por mim, mas muito falada em Portugal desde os idos Independentes de 1994 - a Vichyssoise - a qual terá tido origem num Hotel das Termas de Vichy, terra que também deu nome à infame IV República francesa, a do colaboracionismo com os ocupantes nazis.
Pareceu-me apropriada a este mês, quente no mercúrio e  não só...






 Preparei a sopa estufando quatro alhos franceses (só a parte branca) num pouco de azeite (em vez da manteiga original) e sal; uma vez amolecidos, juntei meia couve flor (em vez de batata), cobri com água a ferver de deixei cozer cerca de meia hora (nota: não resisti a juntar um pouco de alga wakamé, por causa dos minerais, e uma folha de louro).




Uma vez cozidos os vegetais, triturei muito bem com a varinha mágica e coei num passador. Coloquei em pratos fundos, adicionei umas colheradas de natas de arroz (em vez das natas tradicionais), polvilhei com pimenta moída na altura e cebolinho picado.




Seguiu-se um prato de massa espiral de espelta cozida em água abundante e a qual, após escorrida se adicionaram umas colheradas da pasta de alho francês que sobrou da vichyssoise e uns vegetais estufados em azeite, alho e sal, muito crocantes (cubos de beringela, courgette, cebola e pimento), sobras de uma refeição anterior.



Por último, umas peras a que chamarei exóticas - pela cor, ingredientes e sabor final. Aprendi a cozinhá-las no último workshop de pastelaria sem açúcar que frequentei no Instituto Macrobiótico, com o Marco Fonseca. A única diferença é que não lhe adicionei qualquer doce e para mim estava óptimas.



Cozinham-se da seguinte forma: tomam-se umas peras rijas com pé, que se lavam muito bem e se descascam deixando apenas o pé, mergulhando-se de seguida em água com sal. Uma vez descascadas todas as peras, colocam-se num tacho fundo, que se aquece uns minutos com uma pedra de sal, adicionando-se então água para cobrir as peras pela metade, um pouco de casca de limão e pau de canela. Quando a água levantar fervura, deixar ferver cinco minutos e acrescentar (i) 1 colher de sobremesa de açafrão em pó; (ii) 1 colher de sobremesa de gengibre em pó (originalmente eram umas fatias de gengibre fresco); (iii) uma laranja em quartos (incluindo a casca, previamente raspada); (iv) raspa da laranja e de um limão; (v) três colheres de sopa de geleia de arroz (opcional). Cozem cerca de uma hora.
Servem-se com o molho - que entretanto engrossou bastante - e polvilhadas com canela a gosto.
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (30)


COUSCOUS DE MILHO PARA DOURAREM ESTA TERÇA FEIRA DE "SWAPS" TÓXICOS E DE UM RIO DE DESILUSÃO



Conheci estes couscous no ano passado e fiquei fã - são mais leves do que os tradicionais couscous de trigo da bacia mediterrânica e, agora que descobri a intolerância ao trigo, uma excelente alternativa àqueles, sendo o milho um cereal muito próprio da estação estival.

Cozinham-nos em terra de Vera Cruz, em cuscuzeira. Cá em casa, depois de demolhados em água durante dez minutos,  cozinham-se a vapor, no cesto próprio para o efeito forrado com papel vegetal.

Desta vez, seguindo uma receita do chef José Avillez, demolhei-os em água fervente, em recipiente tapado com película aderente (não gosto de usar mas teve que ser...) cerca de 10 minutos, após o que os coloquei numa taça grande e os separei  muito bem com um garfo.

Preparei, entretanto, um molho feito com sumo de 1/2 laranja e de 1/2 limão e raspa dos mesmos, natas de arroz, pitada de sal e pimenta.

Cortei 1/2 tomate  e 1/2 cebola em cubos pequenos, piquei umas folhas de manjericão e cortei um pouco de tofu em cubos, tendo envolvido todos os ingredientes no couscous. No fim, temperei com o molho e servi, frio, num prato fundo decorado com folhinhas de manjericão.


A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (29)


ARROZ DE BACALHAU

 



 

 

Faltava neste cardápio de receitas de Verão o incontornável arroz de bacalhau, malandro q.b., tal como o comíamos chegados da praia, esgazeados de fome.

 


Se não fosse malandro nem tivesse tomate (o que sucedia no tempo de aulas) as mais das vezes vinha acompanhado ora de omelete ora de ovo estrelado.

Desta vez foi singelamente acompanhado de uma salada mista a gosto e de um esparregado de verdes - desconhecidos quais em concreto pois estavam, já arranjados, no congelador -, salteados, depois de cozidos a vapor, bem escorridos e picados, com sementes de girassol e bagas de goji.   
 

Preparei o arroz da seguinte forma:

Levei meia cebola e dois dentes de alho picados a estufar com fio de azeite e uma pitada de sal, acompanhados de duas folhas de louro, acrescentei um tomate bem maduro cortado em tiras e, por fim quatro medidas de água. Juntei uma medida de arroz (integral, de grão longo e com casca), depois de bem lavado, à água fervente, com um ramo de salsa e um ramo de hortelã. Cozeu cerca de 45 minutos. O bacalhau - comprado em migas na praça no outro fim-de-semana, lascado e demolhado -  juntei-o a vinte minutos do final da cozedura do arroz, sendo a quantidade uma mão cheia (a minha mão...).

Servi  polvilhado de cebolinho e com os acompanhamentos já referidos, a que não faltou um toque de rosé...

 


domingo, 28 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (28)

BOLINHOS-PATANISCA COM ARROZ DE FEIJÃO FRESCO E RAÍZES RALADAS
 

 

 


Acordados com as galinhas, saímos cedo para a nossa caminhada habitual, fazendo bom tempo. Duas horas depois começou a chover. Duas horas e cinco minutos depois chovia torrencialmente. Fugimos.
 
Para comer apeteciam comidas mais outonais que nos aquecessem o corpo e a alma, apesar de o Verão ser, alegadamente, a estação em título.
 
Que fazer? Perguntaria - e muito bem - Vladimir Ilitch.
 
Bolinhos-patanisca com um belo arroz de feijão fresco comprado ontem na praça, respondi eu para os meus botões.
Se assim o decidi, melhor o fiz da seguinte forma:
 
Lavei muito bem uma chávena de arroz integral, que deixei de molho um par de horas com uma mão cheia de feijão fresco, uma tira de alga kombu e uma pitada de sal. A este propósito, convoco um post com cerca de dois anos.
 
Quanto aos bolinhos-patanisca, foi uma forma de evitar fritos (que não me apetecia, de todo, fazer, alérgica que sou, eu e a vesícula, aos ditos).
Resolvi inovar e fazer uma receita a meio caminho entre a massa de pataniscas e de queques salgados (esta aqui já publicada).
 
Uns minutos antes de pôr o arroz a cozer, preparei a massa dos bolinhos-patanisca, juntando e batendo no liquidificador cerca de 300ml de leite de soja com duas colheres de sopa de tofu, 175gr de farinha de milho, 15gr. de fermento, pitada de sal, uma colher de café de mostarda em grão e uns borrifos de vinagre de ameixa, após o que adicionei meia cebola e  uns pés de salsa picadas.
Coloquei a massa em forma de silicone para queques (deu dez bolinhos individuais) e no meio de cada molde inseri uma folha de manjericão bem lavado e umas gotas de azeite.

 
 
Levei a cozer em forno pré-aquecido a 220ºC durante 30min.
 
Servi com cenoura, nabo e rabanete ralados e temperados com vinagre de ameixa (óptimos para refrescar e neutralizar o peso yang dos bolos assados e do arroz com feijão).
 
Os bolinhos fizeram-nos lembrar uns deliciosos bolos de peixe comidos na Noruega há uns anos atrás.

 
 
 
 
 
 

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (27)

SÁBADO: SOPA FRIA DE BETERRABA SEGUIDA DE UMA SESTA MEDITERRÂNICA
 
 
Aprendi a fazer esta sopa no Curso de Culinária Macrobiótica, que frequentei em 2010/11, no Instituto Macrobiótico e desde então tem sido uma receita muito experimentada no Verão. Claro que também se pode comer quente nas outras estações do ano.
Mas o toque final do pimento, cebola e manjericão congelados em azeite e vinagre dá-lhe aquele sabor a sol e a verão tão característico da culinária meridional...mas já lá vamos!
 
A receita que fiz hoje acabou por ser um meio improviso: juntei uma cebola em meias luas, duas beterrabas em cubos, cerca de 200gr de abóbora hoikado e 1/2 couve flor média a estufar num tacho alto, cobri com água a ferver e deixei cozer cerca de 35 minutos. No fim, triturei com a varinha mágica (e não passei pelo liquidificador porque estava numa casa em que tal artefacto não existe) e coloquei o tacho dentro de água fria.
 
Entretanto
 
Piquei meia cebola, 1/6 de pimento vermelho e um ramo de manjericão, e
Bati meia chávena de café de azeite com 3/4 de vinagre de ameixa,
Recheei cuvetes com o picado de vegetais e cobri com a vinagreta.
 
Ficou assim
 
 
 

E levei ao congelador.
 
(Nota: não congela completamente e tem que se retirar com a ajuda de uma faca)
 
No momento de servir, retirei dois ou três quadrados e coloquei no prato da sopa; devem desfazer-se bem para o azeite e o vinagre temperarem a sopa conferindo-lhe aquele sabor mediterrânico inigualável.
 
Uma saladíssima (daquelas grandes, enormes, com alface, tomate, cenoura e nabo ralados, pimento e azeitonas) e uma fatia de pão de espelta completaram a refeição (ah, e o rosé...)
 


 
 

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (26)

6ª FEIRA ALUCINANTE COROADA COM UMA MASSA ESPIRAL DE ESPELTA COM REDON DE BACALHAU

 
 
 
Possuidora feliz de um resto do estufado de bacalhau que serviu para rechear a empanada de ontem, fiz uma refeição ultra-rápida, cozendo massa espiral de espelta (cereal que tenho vindo a utilizar em substituição do trigo desde que descobri que tinha intolerância a este último), na qual envolvi o bacalhau, tendo temperado tudo com pimenta moída na ocasião e amêndoas gratinadas com miso e vinagre de ameixa (pega-se numa colherada de miso de arroz e junta-se-lhe um pouco de vinagre de arroz juntando então uma mão cheia de amêndoas palitadas, coloca-se tudo numa frigideira anti-aderente, que se leva a lume brando, mexendo até as amêndoas ficarem crocantes - substitui o parmesão, embora originalmente devessem ter gratinado no forno; como tinha poucas amêndoas achei um desperdício de energia ligar o forno 15 minutos e essa versão fica para a próxima).
 
Para acompanhar um belo rosé fresquíssimo, que este Verão está a "escorregar" muito bem cá por casa...
 
 
 
 


quinta-feira, 25 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (25)

EMPANADA DE BACALHAU

 

Para aproveitar o resto da massa de ontem resolvi fazer uma espécie de empanada de bacalhau, para matar saudades dos tempos em que passava férias na Galiza.
A receita da massa é a de ontem. O recheio de bacalhau foi feito da seguinte forma:
Demolham-se e cozem-se uma mão cheia de migas de bacalhau compradas na praça e desfiam-se finas. Num tacho leva-se a estufar meia cebola cortada finamente com um fio de azeite, pitada de sal e folha  de louro. Junta-se um tomate bem maduro cortado em cubos e continua a estufar até o tomate estar bem desfeito, adicionando então o bacalhau. Fiz uma experiência, que consistiu em juntar uma colher de sopa de sementes de chia hidratadas numa chávena de chá de água durante cerca de meia hora (para fazer as vezes de um ovo batido). Deixar reduzir os líquidos, retirar a folha de louro, polvilhar com salsa e manjericão picados e colocar por cima da massa estendida, que se fecha de um lado e outro sem enrolar.
Vai a forno pré-aquecido durante cerca de 30 minutos.
 
Servi com rabanetes prensados (cortados finamente e colocados com sal na prensa de vegetais ou, na falta dela, num recipiente de rede que se coloca dentro dum outro recipiente onde possa cair o líquido que se vai formar, tapados com um prato e prensados com vários pesos; o sal obriga a que o líquido dos vegetais saia e fermenta-os ligeiramente sem os deixar salgados) e esparregado feito com rama de rabanete e de beterraba (muito bem cozidos e escorridos, picados finamente e salteados em azeite, alho e sal, sem farinha nem vinagre).
 
 
 
 
 


 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (24)

TORTA DE TOFU MEXIDO COM LEGUMES
 
 
 
Com as sobras do tofu mexido de ontem preparei uma torta da seguinte forma: 1. fiz  massa na MFP (programa pizza), juntando 200ml de água, 1,5 colheres de sopa de azeite, 1 pacote de fermento (15gr), 1 colher de chá de sal, 1 colher de sopa de manjericão seco e 400gr de farinha de espelta (*);
2. Estendi a massa e coloquei o tofu mexido por cima, uniformemente, e temperei com folhas de manjericão picado, um fio de azeite, pimenta ralada no momento, enrolei a massa, polvilhei com sementes de sésamo tostadas e levei ao forno a assar durante 30 minutos (verificar a cozedura para que a massa não fique nem demasiado cozida e seca nem encruada).
 
Aproveitei o tempo da cozedura do forno para grelhar umas fatias de beringela, previamente untadas com um dente de alho,  temperadas com azeite,  polvilhadas com tomilho e decoradas com um cubo de tomate.
 
Estava bom, bom, bom...
 
(*) sobrou massa pelo que para as quantidades para esta  receita poderão ser reduzidas para metade .
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (23)

TERÇA-FEIRA: UM PRINCIPEZINHO EM INGLATERRA, UM PROTO-VICE-REIZINHO EM PORTUGAL  ...

À MESA, UM TOFU MEXIDO (É APROVEITAR ENQUANTO O IVA DO TOFU NÃO PASSA PARA 30%, PRODUTO DE LUXO, JÁ SE VÊ...)
 


A receita de tofu mexido é das mais fáceis que há para principiantes neste regime alimentar e prepara-se do seguinte modo: corta-se uma cebola em meias luas e  leva-se a estufar num fio de azeite e pitada de sal, em estando transparente, junta-se meia courgette em pequenos cubos (com casca, bem lavada), seguidamente a raspa de uma cenoura média  e, no fim (opcional), meia beringela em cubos (também com casca e previamente polvilhada com sal - e depois passada por água - para lhe tirar o sabor amargo. Poder-se-ia ainda ter junto abóbora em raspas.
 
Junta-se então um pacote de 250gr de tofu esfarelado com as mãos e deixa-se estufar cerca de 10 minutos, temperando com um pouco de molho de soja. No fim rectificar os temperos (borrifei com um pouco de vinagre de ameixa.
 
Servir com um acompanhamento de cereais à escolha e salada variada. No caso, o acompanhamento cereal foi uma sobra de arroz de abóbora de sábado, aquecida em banho maria, ao lume.

 
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (22)


SOPA & QUINOA
 
CREME DE ABÓBORA COM GENGIBRE

 
Prepara-se a sopa como a da entrada número 17 desta edição.
No memento de servir, temperar com sumo de gengibre (rala-se a raiz de gengibre no ralador e espreme-se directamente em cima da sopa) e tempera-se com um pouco de pimenta. Querendo, acrescentam-se umas sementes de girassol tostados (no caso, não quis tostá-las...).
Esta sopa é baseada numa receita do chef José Avillez.
 
QUINOA VERMELHA COM FRITOS DE TOFU
 
Lava-se muito bem, esfregando, uma chávena de quinoa, que se leva a cozer com duas medidas de água e pitada de sal. Uma vez absorvida toda a água, tira-se do tacho e coloca-se numa taça, mexendo com um garfo para separar os grãos.
No momento de servir pode juntar-se cenoura e nabo ralados ou em pequeninos cubos, cebola, pimento vermelho e outros vegetais a gosto. Tempera-se com uma vinagreta aromatizada com noz moscada e pitada de cominhos ou caril.

O tofu corta-se em tiras com cerca de 5cm*2cm*2cm e tempera-se com uma marinada de molho de soja, louro e sumo de limão, deixando marinar no mínimo 2 horas.

Prepara um polme com água das pedras e um pouco de farinha branca, que se bate até obter uma pasta fofa. Passar cada uma das tiras do tofu pelo polme e fritar em óleo bem quente. Escorrer e absorver o excesso de gordura com papel.
Temperar com um pouco de sumo de gengibre e servir imediatamente.


domingo, 21 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (21)

DOMINGO DE VIRA O DISCO E TOCA O MESMO E DE UMA POLENTA DAS CORES DA BANDEIRA NACIONAL, RECHEADA COM SARDINHAS E PIMENTO VERMELHO


Faltava neste cardápio de Verão uma polenta, servida fria e sem forno.
E como se faz a dita?
Leva-se ao lume uma panela alta com fio de azeite, pitada de sal e um dente de alho.
Mede-se uma chávena de chá com carolo de milho e três medidas de água a ferver.
Deita-se a água a ferver na panela e, mantendo-se a fervura, polvilha-se com o carolo de milho em chuva, mexendo sempre para não deixar ganhar grumos.
Fica pronto quando, começando a engrossar, formar bolhas (tendo-se atenção porque se as bolhas saltarem para a pele podem provocar uma grande queimadura).

À parte, assar meio pimento vermelho (o que se fez com um garfo grande no lume do fogão, mergulhando-se o pimento em água fria para lhe arrancar a pele).

Barrar o fundo de um pirex com polenta, colocar as sardinhas de conserva e tiras de pimento assado.




Cobrir com o resto da polenta.
Querendo-se, pode finalizar-se o prato com um molho feito com azeite, sal, folhas de manjericão e amêndoas sem pele, triturando-se tudo na varinha mágica e barrando a parte de cima do polenta.




Caso fosse um prato de Outono, poder-se-ia acrescentar maior teor energético levando a gratinar ao forno.

Comeu-se fria acompanhada de feijão-verde cozido a vapor, também frio.



 
 
 
 
 

 
 

 
 

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (20)

SÁBADO DE ESTORIL-PRAIA E DE ARROZ INTEGRAL DE ABÓBORA


 
 
Lava-se uma chávena de arroz integral e leva-se a cozer com uma tira de alga kombu em quatro medidas de água e pitada de sal. Coze entre 45 a 50 minutos.
 
À parte, salteia-se meia cebola em meias luas finas num fio de azeite e sal e, quando a cebola estiver transparente, junta-se a abóbora em pequenos cubos, deixando estufar até ficar tenra. Desligar e juntar ao arroz quando este estiver bem cozido.
 
Salpicar com uma erva a gosto e servir num prato fundo.
 
O acompanhamento foi um hambuguer de grão, cuja receita já foi publicada nesta edição, em devido tempo congelado e que hoje deu imenso jeito. Desta vez foi simplesmente tostado de um lado e outro na chapa.
 
 


A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (19)

 
SEXTA-FEIRA DE FALTA DE CONSENSO MAS NÃO QUANTO A UMA CABEÇA DE GAROUPA  E VEGETAIS GRELHADOS NO FORNO
 
 
 
 
Pega-se em meia cabeça de uma garoupa comprada na praça e leva-se ao forno pré-aquecido a 210ºC, acompanhada de batatas cortadas em quartos, meio pimento vermelho, uma cebola em rodelas super-grossas e um tomate cortado ao meio.
Salpica-se com azeite, sal e manjericão picado (que, na foto, aparece um bocadito farrusco...).
Reduzir a temperatura para 200ºC e depois 175ºC e deixar assar cerca de 40 minutos, sendo os últimos dez com utilização do grelhador.
 
Mergulhar o pimento em água fria e tirar-lhe a pele. 
 
Arranjar o peixe e os vegetais grelhados e acompanhar com feijão-verde cozido a vapor.