sábado, 15 de junho de 2013

CONVIDEI PARA JANTAR AS MULHERES DA MINHA FAMÍLIA (participação recebida por email)

Digam o que disserem, a minha família é uma sociedade matriarcal. As Mulheres dominam em número e em vontade (ou teimosia!). Por isso as  grandes conversas, confissões e decisões continuam a acontecer na cozinha em paralelo com a confecção dos almoços de Domingo e Jantares de Natal.
As cozinhas das Mulheres da Minha Família todas têm todas um banco e eu sempre assumi que aquele lugar estava reservado para mim. Desde pequena que assisto a estes encontros sentada no canto da cozinha, com “olhos de ver” e ouvidos que bebem as conversas. Era a troca de segredos,
confissões e “cusquices” que me fascinava (e fazia com que levasse o ocasional pontapé debaixo da mesa quando me “descaía” com um pedaço  de informação que ainda não era do conhecimento geral). Assistia a estas “reuniões” como membro não participante da sociedade secreta à qual
desejava ardentemente pertencer um dia.
Até há pouco tempo, a minha tarefa era a secagem da loiça, depois da azáfama passar e das mulheres se mudarem para a sala. Apesar de já ter subido na hierarquia, trocado o banco pela lavagem da loiça e a admiração silenciosa pela ocasional participação nas “reuniões secretas”, há uma coisa
que continuo sem ter feito: cozinhar para as Mulheres da Minha Família.
Todas elas o fazem com um estilo próprio e inconfundível e parece já não haver espaço para ocupar com mais uma personalidade culinária. Tanto a tradição, o instinto e a fusão de sabores são lugares ocupados e tenho que  confessar uma certa falta de imaginação e talento para lhes “chegar aos
calcanhares”.
Mas, à laia de teste de admissão na sua sociedade secreta de destinos decididos na cozinha, vou convidar para jantar as Mulheres da Minha Família, e desejar que na minha cozinha de T0+1 haja espaço para uma reunião da sociedade secreta.
 
E com esta história e receita participo na iniciativa Convidei para Jantar, patrocinada pelo blogue ANASBAGERI e de que o blogue paodecereais é o actual anfitrião.
 
 
 
 
Pargo no forno com batata doce
Ingredientes
Pimento
Tomate
Cebola
Alho
Alho francês
1 pargo grande
Batata doce
Pimenta, colorau, coentros, louro, gengibre
Azeite
Preparação
Num tacho, juntar água (~33 cl), duas colheres de azeite, meia cebola , 3 dentes de alho, duas colheres de colorau, uma folha de louro, pimenta preta, coentros e duas lascas de gengibre. Aquecer até levantar fervura e deixar ferver durante alguns minutos. Se possível, adicionar a cabeça do peixe para dar sabor.
Pré aquecer o forno a 200ºC e, num recipiente, fazer uma cama de alho francês, pimento, tomate, cebola e alho, para o pargo. Juntar a batata doce em rodelas finas e fazer cortes no pargo para este cozinhar por inteiro. No recipiente, adicionar o caldo a ferver e levar imediatamente ao forno durante aproximadamente 45 minutos (dependendo do tamanho do peixe).
 
Maria João



1 comentário:

  1. Nunca nos tinha visto nessa perspectiva matriarcal...mas se calhar tens razão. Bom, só falta a avó metida na despensa a falar ao telefone connosco, à semelhança da série "Irmãos e Irmãs" (que esta tua participação me fez lembrar).
    Obrigada pela participação e parabéns, o pargo estava mesmo uma delícia!

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