domingo, 4 de agosto de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (31)


31º DIA E UM MENU FESTIVO Q.B. EM QUE COM "V" SE ESCREVE VICHYSSOISE MAS TAMBÉM VINGANÇA, AS QUAIS SE SERVEM FRIAS - MUITO, MUITO FRIAS...
 
Quis encerrar estes posts temáticos com um menu mais festivo e fora do habitual.

Decidi-me por mais uma sopa fria, nunca experimentada por mim, mas muito falada em Portugal desde os idos Independentes de 1994 - a Vichyssoise - a qual terá tido origem num Hotel das Termas de Vichy, terra que também deu nome à infame IV República francesa, a do colaboracionismo com os ocupantes nazis.
Pareceu-me apropriada a este mês, quente no mercúrio e  não só...






 Preparei a sopa estufando quatro alhos franceses (só a parte branca) num pouco de azeite (em vez da manteiga original) e sal; uma vez amolecidos, juntei meia couve flor (em vez de batata), cobri com água a ferver de deixei cozer cerca de meia hora (nota: não resisti a juntar um pouco de alga wakamé, por causa dos minerais, e uma folha de louro).




Uma vez cozidos os vegetais, triturei muito bem com a varinha mágica e coei num passador. Coloquei em pratos fundos, adicionei umas colheradas de natas de arroz (em vez das natas tradicionais), polvilhei com pimenta moída na altura e cebolinho picado.




Seguiu-se um prato de massa espiral de espelta cozida em água abundante e a qual, após escorrida se adicionaram umas colheradas da pasta de alho francês que sobrou da vichyssoise e uns vegetais estufados em azeite, alho e sal, muito crocantes (cubos de beringela, courgette, cebola e pimento), sobras de uma refeição anterior.



Por último, umas peras a que chamarei exóticas - pela cor, ingredientes e sabor final. Aprendi a cozinhá-las no último workshop de pastelaria sem açúcar que frequentei no Instituto Macrobiótico, com o Marco Fonseca. A única diferença é que não lhe adicionei qualquer doce e para mim estava óptimas.



Cozinham-se da seguinte forma: tomam-se umas peras rijas com pé, que se lavam muito bem e se descascam deixando apenas o pé, mergulhando-se de seguida em água com sal. Uma vez descascadas todas as peras, colocam-se num tacho fundo, que se aquece uns minutos com uma pedra de sal, adicionando-se então água para cobrir as peras pela metade, um pouco de casca de limão e pau de canela. Quando a água levantar fervura, deixar ferver cinco minutos e acrescentar (i) 1 colher de sobremesa de açafrão em pó; (ii) 1 colher de sobremesa de gengibre em pó (originalmente eram umas fatias de gengibre fresco); (iii) uma laranja em quartos (incluindo a casca, previamente raspada); (iv) raspa da laranja e de um limão; (v) três colheres de sopa de geleia de arroz (opcional). Cozem cerca de uma hora.
Servem-se com o molho - que entretanto engrossou bastante - e polvilhadas com canela a gosto.
 

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