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sábado, 23 de maio de 2015

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - A PRIMAVERA





SEM PERDER O APRUMO...(*)
Foi como tentei sobreviver culinariamente na semana que passei em Londres e que pôs à prova a minha capacidade de adaptação e resistência a diversos desafios. O assunto ficou resolvido com a decisão de alugar um apartamento com cozinha completa, o que contribuiu para não perder o contacto com cereais integrais, leguminosas e vegetais – os preços destes produtos são mais caros em Londres do que em Portugal, mas ainda assim perfeitamente aceitáveis nos mercados e supermercados. Estarrecedor é que qualquer junk food seja mais barata do que uma simples peça de fruta, o que pode justificar a quantidade de gente obesa que por lá se vê: o tamanho médio de roupa é o 44, e a Inglaterra é o país europeu com maior índice de obesidade e o 10.º no ranking mundial…

Mas se estava em Inglaterra havia experiências que tinha que ter – incursões em pubs para experimentar a alargadíssima panóplia de ales e lagers, bem diferente da paupérrima escolha que temos por cá, em resultado do conhecido duopólio cervejeiro nacional.

A melhor experiência que tive foi a visita que fiz ao Mercado mais próximo de casa, o Borough Market, um velho mercado do tipo do do Bolhão, modernizado, atractivo, cheio de produtos regionais – regionais ingleses, regionais europeus, regionais asiáticos… - e com muita qualidade.





Apetecia comprar tudo mas só comprei uns carapaus e haddocks fumados, um pão caseiro com meio quilo e que “marchou” em dois dias, e uma incontornável pie.


Do haddock não gostei mas adorei os carapaus – tenros, suculentos, muito saborosos. Casaram bem com a grande salada mista e ainda melhor com a Stella Artois…


A pie não provei, fica só a fotografia para a posteridade.




Quanto à boa comidinha caseira cozinhada pela minha pessoa, ficam uns apontamentos

sopa de cevadinha com vegetais



esparguete integral salteado com grão cozido (combinação improvável mas que resultou bem)

salada de grão cozido com vegetais estufados



Todos estes pratos são bastante energéticos mas revelaram-se muito apropriados para a Primavera britânica, quite chilly para Primavera mas não propriamente gélida para se considerar Inverno.

(*) título roubado a um conto de Lawrence Durrell

domingo, 5 de janeiro de 2014

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O INVERNO (1)


Noite de Reis

Celebra-se hoje a Epifania, que coincide com a décima segunda noite subsequente à do nascimento do Menino Jesus e que encerra as festividades religiosas associadas ao Natal.

Numa perspectiva mais pagã, era neste dia que se desfaziam o pinheirinho e o presépio e se guardavam os enfeites natalícios, sendo igualmente de tradição – pelo menos na terra que me viu nascer – jantar em família ou com amigos, mais uma bacalhauzada (a terceira em doze jantares…), sendo que a sobremesa incluía obrigatoriamente Bolo Rei – ao tempo ainda com fava e brinde – e, às vezes, umas rabanadas.

Para mim representava ainda o suplício do regresso às aulas, pois o 2º período era o mais longo, frio e difícil e era normalmente nele que batiam as badaladas “da hora da verdade” do conhecimento ou da ignorância…

Ainda hoje sinto esta violência - estamos em pleno Inverno, o corpo pede descanso e recolhimento (o meu pede-me uma longa hibernação aí de uns cem anos, qual Princesa Aurora, mais conhecida por Bela Adormecida) e somos obrigados a levantar de noite e trabalhar de “lua a lua”…

Para aguentar a passagem desta estação nada como pratos bem energéticos – muito arroz (e glutinoso) e aveia, leguminosas, empadões no forno, estufados longos e (para quem aguentar) alguns fritos e sobremesas densas e calóricas.

Adaptando-me ao modo de hibernação que o corpo me pede, consentâneo com a estação em curso, irei (re)publicar algumas receitas de Inverno e, se arranjar energia, talvez se consigam umas novidades…

Feliz 2014!

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A RECEITA: SALMÃO ESTUFADO COM MASSA (para dois)


Para começar as hostilidades do “regresso às aulas” – e após doze dias de alguns excessos – preparei um estufado de salmão com vegetais e massa, que aprendi com a minha irmã Naná. É fácil, rápida e económica…

Num tacho largo, estufam-se ligeira e rapidamente em azeite e sal meia cebola cortada em meias-luas, umas tiras de pimentos vermelho e verde (um quarto de cada qualidade) e juntam-se duas fatias regulares de salmão cortado em tiras pequenas e uma folha de louro. Tapa-se, baixa-se o lume e deixa-se estufar cerca de 15 minutos. À parte coze-se uma mão cheia de penne de espelta em água abundante com sal que, uma vez cozido e escorrido, se adiciona ao estufado de salmão, envolvendo delicadamente para não desfazer o peixe.

Pode temperar-se com natas de aveia ou soja ou – como foi o caso – com vinagre de ameixa e servir polvilhado com uma erva fresca (coentros, salsa, cebolinho).

Acompanhei com uns grelos cozidos e salteados bem tenros e saborosos, que “marcharam” todos. Quanto ao resto, sobrou comida suficiente para uma nova refeição (pelo que as quantidades indicadas serão suficientes para 4 comensais).

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Twelfth Night

On the 5th of January - the twelfth night after Christmas Eve – we celebrate Epiphany thus closing Christmas festivities.

Apart from religious traditions, Christmas tree and all Christmas decorations used to be removed on this day and it was quite common – at least in the town where I come from – to celebrate Twelfth Night with one more dinner gathering the closest relatives and friends, just to eat boiled codfish (for the third time in twelve nights…), “king cake” as dessert – which, at the time still used to have a bean and a gift – and, according to the hostess mood, golden toasts could also be served.

For me Twelfth Night represented the difficult and strenuous return to school, for the longest, coldest and hardest of the school terms, in which knowledge or ignorance came to daylight with implacable precision.

I still feel this violence – it’s deep midwinter, my body (and mind) aches for resting and stillness (I shall not exaggerate if I state that they ask me to hibernate for a hundred years, in a Sleeping Beauty mood…) but nevertheless I have to wake up before sunrise and work from “moon to moon”.

To get through this rough season we shall require energetic food, considering both the ingredients and the cooking methods – lots of rice and oat, pulses, casseroles and bakes, long stews and – for those who can afford the extra fat – some fries and strong desserts.

I intend to adopt the hibernation mood my body is longing for, so this season I shall just republish some Winter recipes and, should I have the necessary energy, perhaps some innovations may come to paper...

Happy 2014!

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THE RECIPE: STEWED SALMON WITH PASTA (for two)


To restart normality after days of some abuse in what concerns nutrition, I decided to prepare a stewed salmon with vegetables and pasta, a recipe that I learned from my sister Naná. It is easy, quick and quite economical…

In a large casserole, pour a drop of olive oil and a bit of unrefined salt, and let it heat; add half of a sliced onion and stir fry for 2 minutes; add half a quarter of  sliced red and green peppers and stir fry for another five minutes; add the salmon (2 regular portions) in thin slices, a bay leaf, cover and cook for 10-15 minutes.

In a separate pan, bring abundant water seasoned with unrefined salt to the boil, pour a handful of penne and cook until tender – or according to cooking instructions -, drain and add to the salmon stew carefully in order not to broke the salmon slices. Season with soya or oat cream or any other ingredient of your choice (I rather season this kind of recipes with ume su – plum vinegar).

I served with green vegetable (“grelos”) steam boiled and sautéed with a drop of olive oil and unrefined salt.

Apart from the green vegetables, there are enough leftovers for another meal so the quantities used were enough for 4 people.

domingo, 17 de novembro de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O OUTONO (30)

MASSA DE MILHO COZIDA EM TISANA DE CALÊNDULA E SALTEADA COM VEGETAIS E MANJERICAO




INGREDIENTES
1/ cebola;
1 tira de abóbora bem vermelha cortada em cubos pequenos;
½ chuchu cortado em cubos pequenos;
½ batata doce cortada em cubos pequenos;
Azeite;
Pitada de sal;
Gengibre ralado para espremer;
Um pouco de massa tipo esparguete de milho amarelo;
PREPARAÇÃO
Coze-se o esparguete em água a que se acrescentou um pouco de infusão de maravilhas (13 minutos); passa-se por água fria e reserva-se.
Num tacho, estala-se a cebola com azeite e sal, até a cebola ficar transparente, acrescentando-se os cubos da abóbora e depois a batata doce e o chuchu. Deixa-se saltear até ficarem ligeiramente vidrados, juntando-se então o esparguete cozido, mexendo bem para incorporar os vários ingredientes.




Antes de servir, espreme-se um pouco de gengibre e borrifa-se com umas gotas de vinagre de ameixa, decorando-se com folhas de manjericão.

Fica um prato muito bonito com a paleta das cores do Outono!



Nesta receita utilizei uma tisana – a calêndula – e uma erva aromática – o manjericão – pelo que considero que esta receita se habilita a participar no passatempo [Limited Edition], do blog da Maria, com o patrocínio da Herdade do Gamboal.



domingo, 3 de novembro de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O OUTONO (17)

PENE DE ESPELTA ESTUFADO COM COGUMELOS DE PARIS  
Os INGREDIENTES desta receita super-rápida, barata e apropriada para dias frios são:
Uma mão cheia de cogumelos de Paris fatiados, alho, azeite, sal, manjericão fresco e pimentão doce para decorar; pene de espelta em quantidade suficiente para duas pessoas.
PREPARA-SE da seguinte forma:
Aquece-se ligeiramente o azeite com uma pitada de sal e uma cabeça de alho picada, juntando-se seguidamente os cogumelos, que se deixam estufar um pouco, adicionando a massa e água quente suficiente apenas para cobrir os ingredientes. Deixa-se estufar em lume brando até a massa estar bem cozida e o molho estar ligeiramente engrossado.
Servir polvilhado com manjericão fresco e polvilhar com pimentão doce para dar um toque mais colorido!
 
 





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O OUTONO (6)

MASSA GUISADA COM BACALHAU
 
 
Neste périplo de sabores outonais, mais ou menos tradicionais e, acima de tudo, económicos, aterrei hoje numa massa guisada. Algo que se cozinhava muito antigamente, um prato que fazia esticar  os fins de mês, pois com a junção de um pouco de carne de segunda ou umas lascas de bacon ou umas fatias de chouriço se ganhava a ilusão de que se tratava de um prato de carne.
 
Fiz um estufado de bacalhau, com bastante massa, alguns vegetais e um mínimo de lascas de bacalhau - para dar sabor e um toque extra de proteína.
 
Num tacho largo, estalei meia cebola picada em azeite, alho e sal, a que adicionei meia courgette amarela e meia courgette verde em quadrados. Juntei massa espiral de arroz (passei a usar massas de espelta e de arroz devido à intolerância ao trigo) e umas lascas de bacalhau, juntei água quente em quantidade mais do que suficiente para cobrir a massa, guarneci com ramo de hortelã e deixei estufar cerca de 20 minutos.
 
Servi em pratos fundos, com todo o molho do estufado e polvilhei com um pouco de colorau.
 
Nota: em vez do bacalhau, pode usar-se tofu fumado, peixe, ou outros vegetais, já para não falar de carne, mas esta não faz parte do livro de estilo cá da casa...








domingo, 28 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (26)

6ª FEIRA ALUCINANTE COROADA COM UMA MASSA ESPIRAL DE ESPELTA COM REDON DE BACALHAU

 
 
 
Possuidora feliz de um resto do estufado de bacalhau que serviu para rechear a empanada de ontem, fiz uma refeição ultra-rápida, cozendo massa espiral de espelta (cereal que tenho vindo a utilizar em substituição do trigo desde que descobri que tinha intolerância a este último), na qual envolvi o bacalhau, tendo temperado tudo com pimenta moída na ocasião e amêndoas gratinadas com miso e vinagre de ameixa (pega-se numa colherada de miso de arroz e junta-se-lhe um pouco de vinagre de arroz juntando então uma mão cheia de amêndoas palitadas, coloca-se tudo numa frigideira anti-aderente, que se leva a lume brando, mexendo até as amêndoas ficarem crocantes - substitui o parmesão, embora originalmente devessem ter gratinado no forno; como tinha poucas amêndoas achei um desperdício de energia ligar o forno 15 minutos e essa versão fica para a próxima).
 
Para acompanhar um belo rosé fresquíssimo, que este Verão está a "escorregar" muito bem cá por casa...
 
 
 
 


sábado, 13 de julho de 2013

A LESTE DA LUA E A OESTE DO SOL - O VERÃO (13)



MASSA ESPIRAL DE ESPELTA COM MAIONESE DE TOFU


 

Um prato de massa inspirado numa receita de Eugénia Varatojo, do livro Tudo o que comemos conta, recém-comprado e ainda pouco explorado. A receita original era um empadão no forno mas, com o tempo que está – apesar de substancialmente mais fresco – dispensa-se a sobredose energética do forno. Como tive pouco tempo, o prato estava morno mas poderá ser servido frio.

Ingredientes
Massa espiral de espelta integral cozida e fria
1 cebola, meio pimento vermelho, 150gr de cogumelos shitake, 2 dentes de alho, pitada de sal, fio de azeite e uma colher de molho de soja
Para a maionese
150gr de tofu sedoso (1 embalagem pequena) mergulhado em água ferver dois minutos e bem escorrido
1 ramo de coentros e um ramo de manjericão
Grãos de mostrada
1 colher de sopa de vinagre de ameixa
Fio de azeite

Confecção
Estufar a cebola num fio de azeite e sal até ficar transparente, acrescentar o pimento cortado em tiras finas e, por fim, os cogumelos shitake. No fim, borrifar com o molho de soja.
Maionese: num copo alto colocar todos os ingredientes menos o azeite e começar a triturar com a varinha mágica ao mesmo tempo que se vai deitando o azeite em fio até o preparado ganhar uma consistência cremosa fofa.

Finalização
Empilhar a massa, os vegetais estufados e a maionese dentro duma forma redonda sem fundo e servir imediatamente.



 

Servir com SALADA DE PEPINO COM LARANJA (*)



Ingredientes
1 pepino muito bem lavado
1 laranja
Sal
Vinagre de ameixa e vinagre de arroz

Preparação
Cortar as pontas dos pepinos e esfregá-las na base de cada um dos cortes. Com um garfo, estriar os pepinos de alto a baixo. Cortá-los no sentido longitudinal e retirar-lhes todas as pevides com uma colher de chá. Cortar em meias luas finas, envolver com sal e retirar o excesso. Prensar na prensa própria para o efeito durante pelo menos duas horas.
Cortar as laranjas em rodelas finas.
Para servir, escorrer o pepino muito bem e coloca-lo numa saladeira alternando com as rodelas de laranja, temperando com os dois vinagres (o de arroz tem a função própria do vinagre o de ameixa intensifica os sabores). Quem quiser poderá ainda juntar umas sultanas e sementes de girassol.

(*) como esqueceu a fotografia, reproduzo aqui a publicada na entrada de 15 de Julho de 2012

domingo, 10 de março de 2013

EMPADÃO DE SEITAN NO FORNO

A base deste empadão (empadão de tofu fumado com massa) é extremamente versátil e permite inúmeras variações, muito bem vindas neste tempo ainda invernoso.
Chamemos a este uma Variação Goldberg pois casa muito bem com Bach...
 


INGREDIENTES

Para o molho de vegetais
1 cenoura cortada em tiras
1 cebola cortada em meias luas
2 cogumelos de paris grandes cortados em pequenos quadrados
azeite e sal q.b.
Para o picado
1 embalagem de seitan com 500gr.
molho de soja, louro, água e azeite
salsa picada
Para a maionese
leite de soja
azeite
mostarda
pimenta
umas gotas de sumo de limão
sal
salsa
 

PREPARAÇÃO
Molho de vegetais
Alourar a cebola em azeite com pitada de sal até ficar transparente, juntar a ce1 cenoura, com nova pitada de sal e quando esta estiver macia juntar os cogumelos. Tapar e deixar estufar. No fim pode-se temperar com umas gotas de vinagre de ameixa ou  mirin.
Picado
Cortar o seitan em fatias e colocá-lo a marinar com o molho de soja, o louro, água e um pouco de azeite. Estufar até o seitan ficar bem tenro. No fim acrescentar umas tiras de cebola e de cenoura.
Picar na 1,2,3. Rectificar os temperos e polovilhar com salsa finamente picada.

Maionese
Num copo alto bater o leite de soja com a azeite e demais temperos até obter uma consistência mais ou menos firme (a consistência será tanto mais firme quanto maior a quantidade de azeite relativamente ao leite de soja).
 
Num pirex de ir ao forno colocar o molho de vegetais no fundo, o picado de seitan uniformemente espalhado, massa espiral cozida (basta uma chávena para duas pessoas) e, por último, a maionese.
 
Vai ao forno pré-aquecido cerca de 30 minutos.
Servir acompanhado com uma grande salada fresca (e, neste caso, também bróculos escaldados).
 
Foi um jantar especialmente retemperador para este (fim de) Inverno do nosso contentamento (contrariamente ao que é hábito este ano está a saber-me bem o recolhimento invernal; talvez para o ano me saiba melhor se conseguir hibernar como a marmota alemã e o urso polar...)


 
 

sábado, 11 de agosto de 2012

TRINTA DIAS - TRINTA MENUS T2 (11)


PALETA DE VERÃO ... A ESCORREGAR PARA O OUTONO





SOPA DE CENOURA COM LARANJA (inspirada em receita publicada na Pública de 29/7/2012)
Ingredientes
1 cebola cortada em meias luas
1/2 couve flor
5 cenouras
1 fio de azeite
sal
sumo e raspa de uma laranja
folhas de hortelã e de alecrim lavadas
natas de aveia

Preparação
Aquecer um tacho ao lume, juntar um fio de azeite, a cebola e pitada se sal, deixando estufar até a cebola ficar transparente. Juntar as cenouras cortadas na diagonal, adicionar nova pita de sal e estufar até ficarem tenras, juntando então a couve flor bem lavada e demolhada em água com vinagre. Cobrir os vegetais com água a ferver.
Enqanto os vegetais coze, raspar a casca da laranja e fazer o sumo.
Juntar ao sumo a raspa e umas colheradas de natas de soja, mexendo bem até obter uma mistura homogénea.
Verter o líquido em couvettes de gelo nas quais se colocou em cada uma delas uma folha de hortelã e uma folha de alecrim. Levar ao congelador.

Quando os vegetais estiverem cozidos, adicionar água a ferver em quantidade necessária e suficiente para que a sopa fique líquida e triturar com a varinha mágica. Esfriar o tacho dentro de uma bacia com água fria.

Na altura de servir acrescentar à sopa um ou dois quadrados de sumo de laranja congelado e temperar com umas gotas de vinagre de ameixa.

TAGLIETELLE COM MOLHO DE ALHO E MANJERICÃO COM LENTILHAS COZIDAS


Ingredientes
Taglietelle a gosto cozido em água abundante segundo as instruções da marca
2 dentes de alho e manjericão q.b. bem esmagados
azeite
sal
Lentilhas amarelas bem lavadas cozidas no dobro da medida da água

Preparação
Escorrer o taglietelle; no recipiente em que foi cozido, saltear o alho e manjericão esmagados com azeite e sal e juntar a massa, mexendo-a bem para incorporar todos os ingredientes.

Colocar no prato de servir e coroar com uma colher de sopa de lentilhas cozidas, decorando com manjeticão.

Acompanha uma salada mista, bem colorida.



domingo, 1 de abril de 2012

MENU DE FESTA

EMPADÃO DE TOFU COM MASSA



Receita aprendida no Curso anual de Culinária Macrobiótica do IMP (2010/11)

É muito fácil e resulta bem num jantar de festa pois permite preparar tudo antes da festa e estar com os convidados enquanto o empadão está no forno.

Ingredientes
Para o molho de vegetais: cebola em meias luas, cenoura em palitos, alho fracês em palitos (parte verde), couve coração migada.
Massa: fusilli q.b.
1 pacote de Tofu fumado cortado em fatias finas
Maionese: 1 pacote de tofu silk, azeite q.b., 1 colher café de mostarde, uma colher de sobremesa de sumo de limão, sal a gosto, uma pitada de pimenta, ervas aromáticas a gosto (salsa, coentros, manjericão).

Preparação
Vegetais
Cozinhar os vegetais começando por estufar a cebola em azeite e sal, quando a cebola estiver transparente, juntar a cenoura, deixar amolecer, e adicionar sucessivamente o alho francês e a couve. Temperar no fim com um pouco de vinagre de ameixa.
Massa
Cozer a massa e passá-la por água fria para a separar.
Maionese
Num copo alto misturar o tofu e demais ingredientes com a varinha mágica adicionando mais ou menos azeite consoante a consistência final pretendida (mais azeite = mais líquida, menos azeite = mais sólida). Nota: a maionese pode igualmente ser preparada com leite de soja; neste caso, tive que optar pelo tofu silk por não ter leite de soja e acho que a maionese ficou mais untuosa e subtil.

Finalização
Num recipiente de ir ao forno colocar no fundo os vegetais estufados, as fatias de tofu, a massa cozida e a maionese que se pode salpicae com ervas aromáticas picadas.
Levar ao forno cerca de meia hora e servir acompanhado de salada freca e legumes prensados, com um bom tinto encorpado (Douro, what else...)

domingo, 13 de novembro de 2011

COZINHA DE OUTONO - 7




LINGUINE INTEGRAL COM KIMPIRA DE CENOURA E ALGA ARAMÉ SALTEADA COM CEBOLA

Ingredientes
Massa cozida em água abundante com sal
Kimpira de cenoura (preparada com as cenouras cortadas em palitos finos, salteadas, em tacho tapado para as cenouras "suarem", em azeite e sal, durante 10/15 minutos, temperadas no fim com uns borrifos de molho de soja, raspa de laranja e sementes de sésamo preto - que, na foto, parecem formigas)
Aramé salteada com cebola (colocar a cebola cortada em meias luas a estufar com um fio de azeite e sal, quando estiver transparente juntar a alga demolhada 5 a 10 minutos, e a água de a demolhar, deixar estufar cerca de 20 minutos, no fim temperar com umas gotas de molho de soja)

Apresentação
Num prato fundo envolver a massa com a kimpira e a alga estufada. Pode polvilhar-se com cebolinho ou majericão a gosto. No caso, acrescentei algumas alcaparras (as tais azeitonas cortadas ao meio e que têm estado a estagiar com azeite, alho e orégãos...).

Prato muito saboroso e reconfortante.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

COZINHA DE OUTONO - 3

LASANHA DE GRÃO COM VEGETAIS DOCES



Redon preprado com as sobras do grão estufado com vegetais doces.

Ingredientes
Grão estufado com vegetais doces (convém que tenha bastante molho para que se incorpore na lasanha)
Tiras de massa para lasanha
Natas de aveia
Manjericão fresco em folha
Noz moscada moída

Preparação
Colocar o grão e as tiras de lasanha em camadas alternadas, polvilhando cada camada com manjericão picado, terminar com uma dose generosa de natas de aveia, temperadas com noz moscada moída.
Levar a forno quente cerca de 30 minutos.
Servi com pickles de gengibre, cenoura e nabo ralados e salada de alface.

ADAPTAÇÕES: não há, do grão ou se gosta ou não de gosta (e eu adoro!)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ORTODOXIAS

Após as heresias do fim-de-semana, regresso ao velho arroz integral, acompanhado de couves escaldadas e salteadas, umas fatias de tomate e um pouco de feijão estufado.
Bom. Muito bom.



À noite, umas nabiças apanhadas na horta cozidas e grosseiramente picadas, salteadas num fio de azeite e alho, salpicadas com um golpe de vinagre de arroz, esparguete cozido e temperado com molho de tomate caseiro, lentilhas vermelhas cozidas.
Não sei o que estava melhor (modéstia muuuuuiiiito à parte).



Agora vou atacar o terceiro volume do Millennium.
E, a propósito, estes nórdicos, comem mal, mal, mal. Todos os dias. E, ainda por cima, várias vezes ao dia.
E bebem café como quem bebe água ou chá de tília.
Além disso, acho que algo de muito mau se passa por aquelas latitudes. No espaço de um mês li três “tijolos” policiais com crimes hediondos passados na Suécia. E parece que há outros autores do mesmo país.
A última coqueluche do género é oriunda de um país (a Islândia) com cerca de 300.000 habitantes, no qual, além de se comer carne de baleia, acontecem por ano tantos homicídios que os dedos de uma mão chegam para os contar (1,5 homicídios por cada 100.000 habitantes).
Alguém me explica o que se está a passar?!
Please!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

TRINTA DIAS - TRINTA MENUS (25)

FESTAS (2)

Hoje foi noite de festa.
No rescaldo de mais um aniversário, aqui vai o registo fotográfico e o receituário do jantar.

ENTRADAS



Preparei de véspera um "paté" de tofu - cozi o tofu em água, deixei arrefecer e barrei-o com pasta de miso de cevada. Guardei no frigorífico até à hora de servir, acompanhado de pão integral feito na minha grande amiga máquina de pão (mistura pré comprada).
Fiz igualmente o rolo de alga arame com azeitonas (receita publicada no dia 12 de Agosto).

Acompanhou um moscatel de Setúbal 5***** bem gelado.

SOPA - GASPACHO



A sopa foi o nosso já conhecido gaspacho, cuja receita aqui foi publicada no dia 4 de Julho, servido frio.

PRATO PRINCIPAL - LASANHA DE LEGUMES

Impossível documentar com fotografia porque a única que existe é má de mais para parecer um prato de culinária... (algo escatológica se é que me faço entender...)

Esta receita foi-nos dada pela Profª Eugénia Varatojo na aula de Menus Festivos do Curso anual de culinária macrobiótica do IMP.

Ingredientes
2 cebolas picadas
4 dentes de alho picados
1/2 kg de abóbora ralada
400gr de cogumelos variados fatiados
2 folhas de louro
vinagre de ameixa
natas de aveia

Preparação
Forrar o fundo de um tacho pré-aquecido com azeite, juntar as cebolas e os alhos picados, temperar com uma pitada de sal e deixar estufar até a cebola ficar transparente, adicionando então os cogumelos; quando os cogumelos estiverem macios acrescentar a abóbora. Estufar até o molho quase desaparecer. Temperar com um golpe de vinagre de ameixa, pimenta preta moída no momento e uma pitada de noz- moscada, rectificar os temperos, e juntar uma porção generosa de natas de aveia.

Num recipiente de ir ao forno colocar os legumes em camadas alternando com folhas de lasanha (não necessitam de ser pré-cozidas), terminando com legumes.
Coroar com o molho a seguir referido, sucedâneo de queijo ralado e divulgado pelo chef Marco Fonseca na sua aula de Produção caseira do Curso anual de culinária macrobiótica do IMP, e levar ao forno cerca de 30 minutos.

Ingredientes
1 rectângulo de mochi seco
leite de soja q.b.
miso branco (5 partes) e miso de cevada (1 parte)

Preparação
Colocar o mochi ralado num tacho, aquecer, juntar o leite de soja aos poucos, quando o preparado estiver cremoso, adicionar os dois misos previamente dissolvidos num pouco de leite de soja.

Como acompanhamento, vegetais prensados (meia couve chinesa migada, couve flor em "fatias" e cenoura em palitos grossos), que, na falta de prensa, se colocaram em camadas sucessivas de vegetais e sal na centrifugadora da salada, a qual se tapou com um prato e foi ao frigorífico 24 horas, com um frasco de chucrute por cima que fez a necessária pressão contra o tecto do frigorífico sobre a prensa improvisada (quem não tem cão, caça com gato...).

Nota: a lasanha ficou um pouco salgada por força do sal utilizado para a temperar, do vinagre de ameixa e do molho de mochi com miso; em conjugação com os vegetais prensados, não era próprio para hipertensos... Da próxima vez que fizer esta lasanha colocarei apenas o sal necessário para "suar" a cebola e talvez use uma mistura de miso branco e miso doce. O acompanhamento ideal será uma salada verde fresca.

Servi um tinto e um branco do Douro (what else?!) da mesma casa e com o mesmo nome (que não refiro porque aqui não se faz publicidade a marcas).

SOBREMESA

TARTE DE MARMELOS



Como ainda tinha alguns marmelos da generosa doação recebida na semana passada, resolvi experimentar esta tarte em alternativa à gelatina (e que teria sido uma melhor escolha pois este menu tem farinhas a mais, mas queria aproveitar os marmelos antes que se estragassem).
A receita é baseada na tarde de maçã que me foi referida pelo dono de um restaurante macrobiótico que costumo frequentar. Tem a vantagem de ser muito menos calórica do que as receitas mais conhecidas pois não tem doce nem natas e resulta igualmente cremosa e fofa.

Ingredientes
Massa de base de tarte preparada como habitualmente (farinha, água e azeite ou óleo de graínha de uva) e forrar com ela a tarteira.
Marmelos q.b.
um punhado de sultanas e 5 ou 6 alperces secos

Preparação
Lavar muito bem os marmelos, cortá-los em quartos e dois deles em fatias finas, que se descascam. À medida que se cortam e descascam, vão-se mergulhando em água com sal.
Cozer os quartos num tacho sem água e uma pitada de sal. Verificar o processo de cozedura e ir borrifando apenas com a água necessária e suficiente para não deixar a fruta queimar. Quando cozidos, deixá-los arrefecer, pelando-os então, após o que se trituram com a varinha mágica, assegurando que não ficam grumos. Acrescentar as sultanas e os alperces finamente cortados e raspa de um limão, envolvendo bem.
Levar as fatias de marmelo sobrantes ao lume num tacho tapado e cozinhá-las até ficarem amolecidos.
Colocar o puré de marmelo na tarteira forrada e coroar com as fatias de marmelo dispostas em leque sobre as quais se deixaram cair uns fios de geleia de arroz.
Vai ao forno e coze aproximadamente durante 45 minutos.

Dicas
Eu prefiro esta versão ácida mas para quem gostar de sobremesas bem doces pode adoçar-se o puré com geleia de arroz ou xarope de agave.
No Inverno deve ficar óptima polvilhada com canela.
Outra alternativa, também para o Inverno, é servir morna com uma bola de gelado.

Acompanhou um espumante Alvarinho bruto (brutíssimo de tão seco!!!).

domingo, 28 de agosto de 2011

TRINTA DIAS - TRINTA MENUS (23)

BACK TO BASICS

Após um fim de semana 5***** mas com muita asneira graças às festas, nada como um básico de sopa e vegetais salteados (os que havia no frigorífico) e esparguete cozido.
Demorou 30 minutos a cozinhar.
É slow cooking Fórmula 1...



SOPA
Ingredientes
3 cebolas
1/2 courgette
1/2 beringela
1 mão cheia de alho francês às rodelas

Preparação
Colocar os vegetais cortados em água na panela de pressão, fechar e levar ao lume, após ganhar pressão deixar cozer cerca de 20 minutos; desligar e manter na panela até perder a pressão. Passar com a varinha mágica. Temperar com umas gotas de azeite e sal no momento de servir.

VEGETAIS SALTEADOS



Ingredientes
1 cebola
1 cenoura
1/2 courgette
1/2 beringela
1 mão cheia de alho francês às rodelas

Preparação
Cortar a cebola, metade da courgette e a beringela em cubos; temperar a beringela com sal grosso; cortar a cenoura ao meio no sentido longitudinal e depois em viés que se cortam novamente ao meio de maneira a formar pequenos palitos grossos; cortar a outra metade da courgette em palitos.
Levar um tacho ao lume, quando estiver quente forrar o fundo com um pouco de azeite e colocar a cebola que se tempera com uma pitada de sal grosso, quando a cebola estiver transparente acrescentar a cenoura, saltear uns cinco minutos, juntar então o alho francês e seguidamente a courgette; de cada vez que se adiciona um vegetal, tempera-se com uma pedra de sal; termina-se com a beringela lavada e escorrida. Temperar com um pouco de shoyu e deixar saltear mas assegurando que os vegetais se mantêm consistentes e crocantes.

Cozer esparguete integral em água abundante com um fio de azeite, quando cozida, escorrer e passar por água fria.

Servir num prato fundo com a massa coberta com os vegetais.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

TRINTA DIAS - TRINTA MENUS (20)


ESPINAFRES TOSCANOS, MISTO DE COGUMELOS SALTEADOS E REDON DE QUINOA

Ausente dois dias por compromissos diversos, voltei ao projecto com “a minha primeira receita totalmente vegetariana” e que remonta a 1993.
Numa tarde de calor abrasador de Julho de 1993, comprei numa livraria de Siena dois livros – A Room with a View, cuja acção se desenrola parcialmente em Florença e que me acompanhou no resto da viagem por terras de Itália, assim me fazendo revisitar a Florença que tinha acabado de conhecer e aquela outra do filme homónimo que já vi quatro vezes, e A Table in Tuscany, livro de culinária belíssimo e cujas receitas me entusiasmaram na proporção inversa do uso que dele tenho feito nos últimos 18 anos.




A culinária toscana é muito semelhante à alentejana – pobre na matéria prima de base, enriquece-se com os múltiplos ingredientes que abundam naquelas terras avaras das ostentações minhotas e beirãs (as ervas, p. ex., muitas delas daninhas), assim se ganhando umas gastronomia versátil e saborosíssima.
Já imaginaram peixe assado numa brasa feita com lenha castanheiro? Eu não, mas gostava – é uma das receitas do livro…














Aquela que mais pratiquei e continuo a praticar é a de espinafres salteados com acelgas e pinhões.






Conjuntamente com uma receita de cogumelos tirada dum livro de culinária internacional e com uma massa vulgar de Lineu (esparguete, lacinhos, fusilli – incialmente massa branca, agora sempre integral), é um prato recorrente cá da “tasca”, muito consensual porque apreciado por omnívoros, lacto-ovo-vegetarianos, macrobióticos…




Espinafres Toscanos
Ingredientes
1 molho de espinafres
1 molho de acelgas
Uma mão cheia de pinhões (ou, no caso, amêndoas laminadas porque os pinhões estão obscenamente caros)
Algumas sultanas cortadas ao meio
Azeite
Sal q.b.
2 dentes de alho picados
1 folha de louro (opcional)
Pimenta preta moída na altura
1 golpe de vinagre balsâmico

Preparação
Cozer os espinafres e as acelgas separadamente a vapor. Escorrer muito bem, espremendo se necessário, para tirar todo o líquido excedentário. Picar os vegetais grosseiramente.
Num tacho aquecido, deitar um fio de azeite, um pouco de sal grosso, os pinhões, o alho picado e as sultanas, uma folha de louro (opcional). Quando as sultanas começarem a inchar, juntar os espinafres e as acelgas, deixar estufar. Antes de desligar o lume, temperar com um golpe de vinagre e com pimenta preta moída na altura.
Pode enriquecer-se com natas de soja ou aveia, mas prefiro o sabor original bem mediterrânico do alho com a azeite!
Este prato ganha em ser servido imediatamente após ser cozinhado. Quando tenho que adiantar uma refeição de véspera, deixo os vegetais cozinhados, escorridos e picados e termino o salteado na hora de servir.

Misto de Cogumelos
Ingredientes
Cogumelos variados frescos (pleurotos, marron, champignon, shitake), cerca de 50gr por pessoa
Azeite
Sal q.b.
2 dentes de alho picados
1 folha de louro
Pimenta preta moída na altura
1 golpe de mirin
Natas de soja ou aveia (opacional)
Salsa picada

Preparação
Lavar os cogumelos, escorrê-los muito bem, espremendo se necessário, e laminá-los.
Num tacho aquecido, deitar um fio de azeite, um pouco de sal grosso, o alho picado e o louro. Quando o alho começar a ficar dourado, juntar os cogumelos e cozinhá-los em lume forte, tapados; como ganham muito líquido, convém destapar ligeiramente o tacho; deixar cozinhar até perderem quase todo o líquido e o molho ficar com um aspecto caramelizado. Salpicar com o mirin, rectificar os temperos, juntar as natas – que nesta confeccção foram esquecidas -, polvilhar com pimenta preta moída na altura e com salsa picada.
Inicialmente, apenas usava os pleurotos, com o tempo comecei a apreciar os outros cogumelos e seus sabores, sobretudo os shitake.

Habitualmente, a piéce de resistence é, como referi, uma massa.
Hoje (dia 24/8) aproveitei uma quinoa já cozinhada que aqueci em banho maria, compus um arranjo com a salada já preparada e eis um jantar que demorou exactamente meia hora a ser cozinhado.

Se tiverem Chianti, é bom, se não tiverem, um tinto de Palmela (resinoso, muito resinoso, como diz J.) cumpre a mesma função e contribui para o PIB nacional…

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

TRINTA DIAS - TRINTA MENUS (6)

O jantar de hoje era para ser com amigos mas, tendo surgido um impedimento, acabei por cozinhar parte do que tinha planeado.
Ainda bem que foi só parte pois sinto-me uma jibóia a precisar de hibernar...

As receitas inspiraram-se no menu 5 do Curso semanal avançado de culinária macrobiótica, da Professora Natália Rodrigues, IMP, 2011, excepto a sobremesa, que é de autoria de Fernanda Vaz (revista Cozinha saudável aqui já referida).


MASSA COM PESTO E MOLHO DE ALGA ARAME COM AZEITONAS

MOLHO DE ALGA ARAME
Ingredientes
1 chávena de arame
2 cebolas picadas
azeitonas descaroçadas
Shoyu
azeite
raspa de laranja (ou limão).


Preparação
Demolhar a alga 5 a 10 m, renovando a água 3 vezes.
Saltear a cebola picada em azeite com uma pitada de sal até ficar transparente, juntar a arame e cobrir com água; deixar estufar em lume médio cerca de 15 minutos. Acrescentar as azeitonas descaroçadas (o método que uso para o efeito é pôr 10 de cada vez no suribachi e batê-las, contando os caroços para ter a certeza de que não vai nenhum para o preparado), deixar estufar mais uns minutos, polvilhar com umas gotas de shoyu e, no fim, com raspa de laranja (que, no caso, foi limão, pois não tinha laranja).


PESTO CASEIRO

Ingredientes

Manjericão
Azeite
Sal

Preparação
Triturar o manjericão com azeite e sal


APRESENTAÇÃO
Cozer massa a gosto (no caso, espiral, que foi cozida em água a ferver com tira de alga kombu e um cogumelo shitake).
Uma vez cozida, passar por água fria, colocar num prato fundo próprio para massa, temperar de um lado com o molho de cogumelos e do outro com o pesto.

Acompanha com salada.

Como o jantar era festivo, tinha direito a sobremesa, que foi o que me levou ao KO técnico...



SOBREMESA DE PERA E MAÇÂ
Ingredientes
1 pera e 1 maçã por pessoa
pitada de sal
sultanas
1 colher sobremesa de kuzu ou amido de milho
raspa de limão


Preparação
Descascar a fruta, cortar cada peça em quatro e mergulhar em água com sal.
Levar um tacho largo ao lume, colocar os gomos da fruta e uma pitada de sal grosso, tapar e deixar cozer em lume forte; o sal faz com que a fruta vá largando os seus sucos assim impedindo o preparado de queimar.
Ao fim de cerca de dez minutos – ou quando já houver bastante líquido – baixar o lume e acrescentar as sultanas, deixar cozinhar mais 10/15 minutos.
Numa taça, dissolver o amido de milho ou o kuzu num pouco de água, juntar ao estufado de fruta e deixar engrossar, mexendo o tacho em cima do lume em círculos largos a fim de que o molho se incorpore em toda a fruta e lhe confira um aspecto gelatinoso.
Polvilhar com raspa grossa de limão, deixar arrefecer para servir frio, eventualmente decorado com uma folha de hortelã.
A raspa de limão dá-lhe um sabor exótico, amargo mas muito delicado.

Este jantar demorou uma hora a ser preparado e cozinhado.